segunda-feira, 2 de abril de 2012
Apego na Fotografia.
Não é que eu queria guardar por ainda amar aquilo ou aquela imagem, não é que eu queira estar sempre revivendo aquele momento.
Eu só não quero perder, perder aquilo que ajudou a construir e definir quem eu fui compreendendo quem eu sou.
Não realmente não é nada de mais, é só um conjunto de luzes que formam uma emoção no papel.
É não é nada mesmo, É tudo!
Tudo que eu senti. Tudo que eu amei, que eu vivi, chorei, sorri. Talvez tudo que eu também nunca quis viver mas acabei vivendo.
E assim se vivi ou sobrevivi ,está registrado, respiro melhor ,pois sei que não foi ilusão, tenho algo que comprove a existência disso ou daquilo.
Já nem sei mais explicar essa mania de querer e não querer ao mesmo tempo , um arquivo que pode ser colorido ou não , mas traz cheiro, gosto, vento forte, brisa leve, e sempre conta uma história.
Coisas íntimas.
Desejos internos, sonhos retidos ou apenas ocultados, decepções vividas que só meu coração sabe, pequenas alegrias que guardam grandes segredos.
Tem pensamentos que jamais saíram desse campo infinito do pensar. Tem sonhos que eu prefiro apenas sonhar.
Coisas que não posso
revelar, minha razão jamais iria concordar.
Tem sorrisos que são meus, só eu sei
que provoquei.
Emoções que fui capaz de sentir e fazer sentir.
Essa parte que em mim não se abre nunca, está trancada.
Nem eu mesma conheço.
É íntimo de mais para isso.
Nem eu mesma conheço.
É íntimo de mais para isso.
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